sexta-feira, 28 de junho de 2019

Caso dos laranjas do PSL: Prisão de grupo ligado ao ministro do Turismo deixa Bolsonaro sob pressão



Foto: Jake Spring/Reuters 
A prisão de um assessor e de dois ex-assessores do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio em continuidade às investigações da Polícia Federal sobre candidaturas de laranjas do PSL na eleição de 2018 elevou a pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A ação da PF nesta quinta-feira (27), que atinge frontalmente o partido do presidente da República, é decorrência da apuração sobre o caso revelado pelo jornal Folha de São Paulo em fevereiro e levou à retomada das discussões sobre o futuro do ministro no governo.

De acordo com a Folha, aliados de Bolsonaro admitiram abalos com a situação. O presidente interino durante viagem do titular ao Japão, general Hamilton Mourão disse ser "óbvio" que Álvaro Antônio será demitido "se houver alguma culpabilidade" no caso.

Já o próprio presidente Bolsonaro tem dito que a situação do ministro do Turismo causa desgaste para o governo e que esperaria a conclusão da apuração da PF para decidir o destino de Álvaro Antônio. O presidente está em viagem ao Japão e ainda não se manifestou sobre as prisões.

Entenda o caso

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), deputado federal mais votado em Minas Gerais, patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.

Após indicação do PSL de Minas, presidido à época pelo próprio Álvaro Antônio, o comando nacional do partido do presidente Jair Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Apesar de figurar entre os 20 candidatos do PSL no país que mais receberam dinheiro público, essas quatro mulheres tiveram desempenho insignificante. Juntas, receberam pouco mais de 2.000 votos, em um indicativo de candidaturas de fachada, em que há simulação de alguns atos reais de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.

OUTRO LADO

O ministro Marcelo Álvaro Antônio afirmou, por meio da assessoria, que "a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei" e que "refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido".

Informações: Jornal Folha de São Paulo
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