quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Cachaça líder em vendas no Brasil e no exterior vende 374 mil doses por hora no país


A cachaça, bebida destilada mais tradicional no Brasil, derivada da cana de açúcar, tem ocupado cada vez mais as posições de destaque nas mais requintadas cartas de bebidas de qualquer restaurante espalhado em todo território nacional e nos quatro cantos do mundo.

A famosa água que passarinho não bebe, pinga, marvada ou simplesmente caninha, tem uma produção anual no Brasil que chega aos 800 milhões de litros com cerca de 15 mil produtores individuais e associações regionais. Registrados no Ministério da Agricultura e na Receita Federal são 4 mil marcas.

No Brasil, a cachaça é servida muitas vezes em doses puras, mas foi a caipirinha que deu a ela transcendência mundial e lugar de destaque entre as bebidas destiladas mais consumidas.

Em 2017, somente as exportações da maior produtora da bebida no Brasil cresceram 13,8%, o dobro da média nacional das principais concorrentes nacionais, segundo o Instituto Brasileiro de Cachaça (IBRAC). No mercado espanhol, por exemplo, a marca representou mais de 40% de toda a cachaça brasileira consumida.

No Brasil o consumo também é grande. A cada hora são servidos 374.000 doses de Cachaça 51, sediada na região de Pirassununga (SP), a companhia é hoje a maior produtora do segmento. Lidera as vendas no Brasil e também reina no mercado internacional em países como Espanha, Portugal e Itália, surfando no sucesso da caipirinha.

A conquista, no entanto, acontece em um momento no qual o mercado de cachaça vem padecendo uma pequena queda no Brasil. "A crise econômica tem prejudicado de forma generalizada todas as categorias. Nos últimos anos, o mercado de cachaça sofreu um declínio de volume de 3,5% ao ano. Mas, ao mesmo tempo, se observa um crescimento de consumo das chamadas cachaça premium, que são produtos mais sofisticados com maior valor agregado", ressalta Rodrigo Carvalho, diretor comercial de marketing.

Visando esse segmento em ascensão, a empresa desenvolveu, há oito anos, a linha Reserva 51, envelhecida de quatro a cinco anos em barris de carvalho e finalizada em barris de vinho. Com isso, a marca prevê um faturamento de R$ 766 milhões e produção de 200 mil litros de cachaça por ano.
Anterior
Proxima

Postador

0 comentários:

‹‹ Postagem mais recente Postagem mais antiga ››