quarta-feira, 21 de junho de 2017

MPF denuncia Henrique Alves e Cunha por receberem R$ 11,5 milhões em propina


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por envolvimento no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa investigada na Operação Manus, deflagrada no último dia 6 de junho e que deriva da Operação Lava Jato.

Os dois ex-deputados – que estão presos – são acusados pelos procuradores da República de terem recebido pelo menos R$ 11,5 milhões em propinas disfarçadas de doações eleitorais, oficiais e não oficiais, entre 2012 e 2014. Em troca do suborno, afirma o MPF, eles teriam atuado para favorecer empreiteiras como OAS e Odebrecht nas obras da Arena das Dunas, em Natal, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Além dos dois peemedebistas, o MPF também denunciou, no mesmo processo, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, o ex-dirigente da Odebrecht Fernando Reis e mais duas pessoas supostamente ligadas a Henrique Alves, que foi ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer.

Os outros dois denunciados pelo MPF no processo da Manus são Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, aliado político de Henrique Alves, e o publicitário Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, cunhado do ex-ministro do Turismo.


Os procuradores dizem que basearam a denúncia em documentos, prestações de contas eleitorais, testemunhos e depoimentos de delações premiadas. "Esse conjunto confirma as ilegalidades cometidas pelo grupo", diz o MPF, que diz acreditar que, entre Henrique Alves e Eduardo Cunha, existia uma "parceria criminosa".
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